Desde que o mundo é mundo o homem se encontra na busca constante por inovação. E isso não representa um simples luxo, mas uma questão de sobrevivência. Mesmo aqueles que têm uma velha opinião formada sobre tudo precisam se reinventar e evoluir, sempre!

E você, o que esta fazendo para inovar?

Na Gema, o Design Thinking é base do programa de aceleração. Mas antes de mais nada é preciso desmistificar esse termo. Pensar em design não necessariamente está relacionado à aparência das coisas, e sim em colocar o usuário no centro da discussão procurando entender seu contexto, como ele pensa, como ele sente e entregando uma solução que vai resolver o seu problema.

Esse mês colocamos um tempero a mais na nossa abordagem de Design Thinking para as startups. Em parceria com a  EISE  – Escola de Inovação em Serviços, realizamos um Design Sprint integrando o pensamento do design com práticas ágeis e científicas do Lean Startup. Sendo a ideia principal humanizar o desenvolvimento, minimizar o desperdício e potencializar a geração de ofertas mais relevantes e adaptadas.

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Na EISE tudo é Design de Serviços, começando pelo elevador. O MVP virou MVS, e até os produtos são serviços. A cadeira por exemplo, é só o avatar do serviço de sentar. Ela só tem valor porque te presta esse serviço.

Conversamos com Rafael Vasconcelos, mentor da Gema e colaborador da EISE, que compartilhou conosco como essa abordagem mudou a forma como ele pensa em inovação.

Rafael já passou por diversas empresas, inclusive foi gestor de inovação do Banco Itaú, onde juntamente com sua equipe tinha sempre o desafio de levar soluções inovadoras. “Sempre tínhamos um monte de ideias, desenhava a solução, mandava a equipe de tecnologia implementar e já botava o carro na rua para ver se alguém comprava.”

Os resultados começaram a mudar quando ele e sua equipe entenderam que o que deveriam fazer não era simplesmente lançar uma tecnologia nova, uma marca, ou novo canal de distribuição, mas desenvolver experiências diferenciadas para os clientesPorque é a experiência que guia, e o canal de comunicação, a tecnologia, o produto, são elementos que vão entregar essa experiência. Nesse momento ele descobriu o design thinking e design de serviços.

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Quem adota o design de serviços terá muito alimento para discussão, porque quando se coloca o usuário no centro da discussão, entende sobre o seu universo e consegue-se chegar em uma solução muito melhor.

Rafael também ressalta o benefício de realizar prototipação e teste. “Ao invés de construir a solução e ir até o final para ver o que acontece, é mais viável executar um protótipo e testar com um usuário real, para ter um feedback, refinar a oferta e aí sim você desenvolve e bota na rua! Você evita um custo altíssimo.” Conclui Vasconcelos.

Levar a abordagem do design de serviços para as startups de forma prática não é uma tarefa simples, mas pode trazer resultados surpreendentes. Antes de desenhar uma solução e pensar em colocá-la em prática, é preciso entender a fundo o usuário e o seu universo. 

Para saber mais sobre a Escola de Inovação em serviços, basta clicar aqui. Recomendamos também a leitura do livro The Service Startup:: Design Gets Lean, escrito pelo fundador da EISE, Tenny Pinheiro.

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