IMG_6251
Meia hora na portaria do Edifício Brasília, por Luisa Ribeiro
Precisava buscar meu visto no consulado da Angola do Rio para viajar algumas horas depois de SP. Já acordei na correria, pensando em tudo que eu teria que fazer antes de embarcar… Todas as pendências que precisaria resolver. Logo o calor da ansiedade tomava conta. Quando cheguei no consulado fui surpreendida pelo porteiro que me avisou que o elevador que leva para o andar do consulado só começaria a funcionar as 8h. Isso significa que ficaria meia hora esperando. 30 minutos para esse o meu dia corrido parecia uma eternidade.
Mas ali fiquei em frente ao elevador. Vai que ele se sensibilizava com a minha pressa e abria mais rápido.E forçada a esperar, comecei a observar o movimento do prédio. Os bom dias eram entoados como mantra. E quanta animação logo cedo! O porteiro Francisco era o bom humor em pessoa e cumprimentavam todos que chegavam pelo nome. E mostrava uma certa familiaridade com boa parte das pessoas que ali trabalhavam. ‘Oi Luciana, bom dia. Acorda Luciana, está dormindo em pé?’

 

Muitos reclamavam do frio, afinal fazia 20 graus na cidade maravilhosa. A verdade é que o dia estava lindo mesmo e frio (para quem usava blusa alcinha).

Bonjour comme ça va? Dizia para alguns. “Guten Morgen”, foi a saudação para o faxineiro do prédio. Observava o sistema dos elevadores e cada um que chegava no prédio era orientado sobre qual elevador chegaria mais rápido. “Bom dia Sr. Claudio, elevador 2.”

Essa era a sua função, ser o rei das boas vindas matinais. E ele a desempenhava com maestria.

E nós, nessa correria toda, impaciência, ansiedade. Sem tempo para tudo e para TODOS. Pensando no futuro, no que queremos realizar, onde queremos chegar. Mas… chegar aonde mesmo? Será que vamos algum dia chegar e sossegar?

Vamos aproveitar cada dia, ser o melhor que podemos, e fazer o nosso melhor na função.
Sra, pode subir. Que pena! Ficaria a manhã toda na portaria do edifício Brasília.
IMG_6249